
Pensa em si antes de mais nada, deseja que o outro viva a sua maneira, faz primeiro para si, sem colocar o interesse dos outros em primeiro lugar.
Sem esperar, chegará alguém que a fará pensar diferentemente... Espera! Ela chegou. (Ela, a qual chamarei de one)
Percebi ao vê-la abrindo mão de coisas que ela tinha por seu egoísmo, mas era assim seu natural.
Tirou-a do convencional, ela não foi sempre assim e isso a assusta. Ela não sabe como lidar, nem qual sua nova defesa.
Defesa? Depois da chegada de one, ela se sente em constante estado de submissão. Não que isso seja ruim, não para alguém que vivia como ela.
E por isso, em momentos de insegurança de one ou ao se desentenderem, hoje ela admite sua parcela de culpa:
Envia um e-mail, manda um carta, faz uma ligação. Ora um ora outro, já que não a tem por perto, mas sendo o mais próximo que alguém já esteve de seu coração.
Por muitas vezes sentiu-se carência, acima disso, a solidão que já andava gasta.
Por mais que tenham dito tudo sobre os sentimentos e tenham chorado pela pureza, elas precisavam os sentir: Pelo toque das mãos, da junção de corpos, através da alegria de um sorriso tão íntimo, pelo brilho do olhar que não se vê em fotos...
Espero que, quando tudo ficar certo, depois de ter demonstrado todo sentimento, ela possa dizer pessoalmente e de coração:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade."
Então, one, da qual me referi, hoje é sua only one. Ensinou-a a pensar em dobro, já que agora eram duas vidas.
Que vivamos a dois.
Que vivamos o amor.

